EM
“PROF. CLIMÉRIO GALVÃO CÉSAR”
Modalidade
EAD – Semana de 15/06 a 19/06/2020
CLASSES:
9º ano TURMAS: A, B e C. ENSINO FUNDAMENTAL II (ANOS FINAIS)
Salve,
Salve Arteiros e Artistas!!!!
Segue
abaixo, nossa atividade semanal.
Bom
trabalho e boa semana.
"COISAS INCRÍVEIS IRÃO ACONTECER!!!!!!!"
Quero convidá-lo(a) à conhecer uma NOVA FERRAMENTA, O PADLET!!!!
Através dessa ferramenta, eu posso levar até vocês uma vitrine, uma prateleira de fontes de pesquisa, informações e curiosidades!!!
Clique no link abaixo, e vamos interagir!!!
Curta o que você mais gostou e deixe o seu comentário!!!
Aguardo a sua participação!!! Vai ser muito LEGAL!!!!
Clique no link abaixo!!!! Venha conhecer, curtir e comentar!!!!
Para realizar as atividades, assista aos
vídeos abaixo linkados:
VINCENT VAN GOGH
Análise do estilo de Van Gogh
Texto de João Werner
Temática
O tema principal de seus primeiros trabalhos é o camponês. Entre 1881 e 1885, quando se iniciou na pintura, Van Gogh pintou uma série de desenhos e quadros, cujo máximo momento foi Os comedores de batata.
As preocupações moralistas e religiosas do autor traduziram-se no profundo amor que sentia pelas personagens humildes e desamparadas dos camponeses holandeses. Desde que havia tentado ser pregador religioso nas minas de carvão do Borinage, a miséria destes havia impregnado sua imaginação e senso de solidariedade. As telas são tecnicamente soturnas, de cores escuras, marrons e preto, dentro de uma tendência realista social.
Sua temática posterior à chegada em Paris (1886) é totalmente determinada pelos seus objetivos estéticos e técnicos. Se ele vê na cor a razão maior de sua expressão, verdadeiro veículo simbólico da espiritualidade, Van Gogh vai pintar, por exemplo, girassóis, onde a explosão do amarelo parece um retrato exato de seu turbulento universo espiritual.
Se a pincelada predominante é sua marca, serão os ciprestes e os trigais, por exemplo, a expressão maior na natureza de seu ritmo gestual que ascende como chama. O interesse pelo ser humano nunca o abandonou.
Uma grande série de retratos, alguns deles verdadeiras obras-primas, forma uma galeria de penetrante desvelar da alma alheia. Sem condescender com o retratado, nem tampouco aviltá-lo, Van Gogh revela com carinho os desvãos da alma, por onde tantos se deixam levar. Assim, também, deve-se reservar atenção cuidadosa aos seus vários auto-retratos. Como o outro grande mestre holandês, Rembrandt, Van Gogh vê no auto-retrato uma forma de autoconhecimento. Inúmeros, eles descrevem seus variados sentimentos e momentos de vida. É um dos conjuntos de pinturas mais angustiantes da história da arte. Um ponto é particularmente intenso: os olhos, penetrantes, ao final da vida descrente, não nos olham, mas atravessam pelo observador em busca do espírito, da compaixão.
(Na ilustração , Autorretrato, 1886-7, óleo sobre cartão, Art Institute, Chicago).
A pincelada
Van Gogh intensificou a marca do pincel como recurso expressivo. O gesto criador foi valorizado principalmente pelos românticos (Delacroix, por exemplo), os quais evitavam o acabamento polido das superfícies das suas pinturas. Van Gogh recebeu esta qualificação técnica através da arte impressionista, especialmente o uso pontilhista da cor de Seurat. Em seus últimos anos, Van Gogh chegou a empregar a tinta diretamente do tubo sobre a superfície da tela, o que ocasionava um espesso impaste de tinta. Aplicadas em cores puras, as pinceladas são justapostas lado a lado, em uma trama que, ao final de sua vida, ganha um ritmo alucinante. Como verdadeiros jorros de tinta espatulada, as pinceladas eletrizam a superfície da tela, movimentam os ciprestes, atormentam os auto-retratos. Uma imaginação exasperada e uma urgência de sentimento movem sua mão, o que atesta a imensa quantidade de quadros produzidos em pouco tempo. A superfície rude resultante de tal técnica é, inesperadamente, o suporte ideal para uma alma tão apaixonada. Ao invés de grosseira, sua pincelada estática.
(Na ilustração, Estrada com cipreste e estrela, 1890, óleo sobre tela, 92x73 cm, Rijksmuseum Kröller-Müller, Otterlo, onde são visíveis as marcas das pinceladas de Van Gogh)
A cor
Cores demais vivenciamos em nosso dia a dia. Qualquer loja de material artístico vende tubos e tubos dos mais variados matizes. Mas a cor de Van Gogh é mais do que esta variedade caótica de matizes. Olhando suas pinturas, parece-nos que a profusão é a maior virtude. Ledo engano. Lendo seus escritos, especialmente as cartas que deixou para o irmão, Theo, aprendemos que acreditava na ressonância profunda de cada matiz na alma humana. Para Van Gogh, cada cor era o símbolo de uma paixão.
(Na ilustração, Quatorze girassóis em um vaso, 1888, óleo sobre tela, 93x73 cm, National Gallery, Londres Exemplo da intensidade do uso da cor por Van Gogh).
Como o interior do Café noturno, as personagens são descritas não pela sua aparência exterior, mas pelos contrastes de cores complementares que habitam seu universo interior, subjetivo. Assim o par vermelho e verde das paredes e do teto, intensificados pelo amarelo do piso, não permite a entrada de ar neste ambiente de perdição. Tudo está em suspenso, até mesmo a luz parece ter dificuldades em disseminar-se, ficando imóvel, próxima à lâmpada a gás. Parece que o amarelo tinha a sua preferência. Predomina o amarelo na maioria de suas grandes obras, assim como é amarelo o trigal que pintou nos últimos dias antes de suicidar-se.
O
Trigal com corvos é uma síntese de amarelo sobre o qual pairam os urubus pretos
em revoada, preto que é a ausência da cor, ausência da luz e da vida.
Os
comedores de batata
Van Gogh pinta esta tela em Nuenen, onde sua
família morou por algum tempo. Pretendia retratar a dura realidade da vida
camponesa, sua humildade e dignidade. Van Gogh realizou diversos estudos
preparatórios para esta obra, não só da composição mas, também, dos personagens
individualizados. Utiliza-se de poucas cores, variadas nos contrastes de claro
e escuro. A tinta aplicada é espessa, com a pincelada talhando cada figura como
se fosse feita de madeira.
(Na ilustração, Os comedores de batata, 1885, óleo
sobre tela, 82x114 cm, Vincent van Gogh Museum, Amsterdã).
O café
noturno
Era um café situado na Praça Lamartine,
estabelecimento muito comum na Paris da época, dormitório para bêbados,
mendigos e prostitutas. Van Gogh viveu ali durante algum tempo antes de se
alojar na Casa Amarela. A posição do observador é bastante elevada, o que
amplia a sensação de profundidade das linhas do piso. (Também a posição da mesa
de bilhar, perpendicular à linha de base do quadro, aprofunda o efeito de
perspectiva). O uso das cores complementares puras, especialmente o contraste
entre vermelho e verde, torna o ambiente abafado, um universo fechado em si
mesmo pela força das cores. Até mesmo a luz parece ter dificuldade em se
movimentar pelo ar intumescido, ficando "ancorada", próxima aos
lampiões. Das mesas visíveis, duas estão cobertas de copos e garrafas vazios, o
que indica uma hora avançada da noite (o relógio marca 0h: 14), em que muitos
dos freqüentadores já foram embora do bar. Três mesas estão ocupadas e, em duas
delas, na extrema esquerda e direita da pintura, as pessoas nada consomem. Pela
sua postura corporal, parece que já se acomodam para passar a noite, dormindo
debruçados sobre as mesas. Ao fundo um casal conversa e bebe. À direita, um
homem bebia e, ao que parece, levanta-se para posar para o artista. Olha para
ele fixamente. As personagens são dispostas distantes umas das outras para
aumentar a sensação de isolamento e solidão. Van Gogh escreveu a seu irmão que
procurou expressar neste quadro "as terríveis paixões humanas com o
vermelho e o verde", e que um café "é um lugar onde uma pessoa pode
arruinar-se, enlouquecer ou cometer um crime".
(Na
ilustração, O café noturno, 1888, óleo sobre tela, 70x89 cm, Yale University
Art Gallery)
A noite
estrelada
Este quadro é pintado quando da estadia do pintor
em Saint Remy. Naquela época, o pintor esteve internado em um asilo
psiquiátrico, onde realizou mais de 150 quadros. A tela é dividida
horizontalmente pela linha do horizonte e verticalmente pelo cipreste. A cidade
longínqua, de pequenas casas, contrasta fortemente com o cipreste em primeiro
plano. As pinceladas são curvilíneas, e se integram de maneira rítmica sobre a
superfície da pintura. Céu, cipreste e cidade integram-se em um movimento
turbilhonante de luz e espiritualidade.
(Na
ilustração à direita, Noite estrelada, 1889, óleo sobre tela)
Pai Tanguy
Tela do período parisiense do pintor. Tanguy era um
comerciante de arte, amigo de Cézanne, Pissarro, Monet, entre outros. Tanguy
conservou este retrato até o final da vida, prova da amizade que reuniu a
ambos. A salientar, na tela, o fundo, atrás da personagem, recoberto de
estampas japonesas, que desempenharam importante papel nas artes européias do
final do século XIX. Van Gogh as admirava e chegou a ter uma coleção destas
gravuras. A pincelada vigorosa e as cores intensas são indicações de seu estilo
maduro de pintar.
(Na ilustração, Retrato de Pere Tanguy, 1887-8,
óleo sobre tela, 92x75 cm, Museu Rodin, Paris).
Retrato do
Dr. Gachet
O dr. Gachet
aqui retratado era um psiquiatra e pintor amador. Van Gogh trata-se com ele, e
pinta este belo retrato. O médico tem uma expressão melancólica, os olhos azuis
perdidos ao longe, amplificados pelo azul presente ao fundo. Toda a composição
baseia-se na presença de várias diagonais. Uma, a da mesa sobre a qual se
debruça o personagem, é pintada de vermelho vivo e é quase paralela à diagonal
produzida pela inclinação da cabeça do médico. Seus dois antebraços
correspondem a duas diagonais paralelas, antagônicas à diagonal da mesa. As
pinceladas são dramáticas, pesadas, especialmente no casaco.
(Na ilustração, Retrato do dr. Gachet, 1890-06,
Museu d'Orsay)
O quarto do
artista em Arles
Aqui estão as três versões que o artista pintou
deste tema. Van Gogh escreveu a seu irmão: 'a contemplação do quadro deve
repousar a cabeça, ou melhor, a imaginação.' Todas as sombras são eliminadas e
as cores puras são modeladas através da aplicação da tinta espessa. A perspectiva
conduz o olhar para dentro do quarto e a janela, entreaberta, atrai a
curiosidade do observador.
ATIVIDADES
“Vincent Van Gogh- Noite
Estrelada”
1ª)
Prezado(a) aluno(a), faremos essa atividade em 3
etapas.
Aqui
você encontra as 2 primeiras etapas.
1ª
etapa::
Escolha
um dos detalhes (numerados na imagem) da Pintura de Vincent Van Gogh, “
Noite Estrelada”( 1 - Estrelas, 2 - A lua, 3 - As espirais de luz, 4 - O
povoado, 5 - O vale, 6 - Os ciprestes.).
Você
agora vai realizar uma pesquisa (em sites, blogs, páginas, livros, revistas,
museus virtuais etc.) sobre esse detalhe da pintura que você escolheu, e vai
registrar de forma clara e organizada o que você aprendeu sozinho pesquisando.
Não se esqueça de numerar sua resposta:
2ª
etapa:
Você
agora irá entrar em contato com 1 colega de classe e irá perguntar a ele, o que
ele aprendeu e entendeu sobre a pesquisa dele - e vai registrar também de forma
clara e organizada o que você aprendeu com o seu colega.Não se esqueça de
numerar sua resposta:
Guarde
os seus registros para uma nova instrução
sobre a 3ª etapa.
SOBRE A OBRA “NOITE ESTRELADA”, RESPONDA ( você pode e deve pesquisar em sites,
blogs, páginas, livros, revistas, museus virtuais etc.):
2ª) Transcreva as informações técnicas da obra:
3ª) De que lugar o artista pintou a
obra?
4ª) Analise e julgue sendo V (Verdadeiras) ou F
(Falsas) as afirmativas feitas a partir da obra de Van Gogh.
a)( )
“A Noite Estrelada” integra o acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque
(EUA), onde os frequentadores podem apreciar a obra de Van Gogh.
b)( )
O azul, empregado para representar a noite, contrasta com o amarelo da lua e
das estrelas, criando um efeito interessante, o qual justifica o título da
obra.
c)( ) Na obra do pintor holandês, na qual se
destacam os astros celestes, observa-se uma distribuição assimétrica do espaço
ocupado pelo céu e pela terra.
d)( ) O cipreste, que não é o elemento temático
central da tela, aparece representado em segundo plano, à direita, bem pequeno,
em direção ao céu.
e)( ) Na tela, o céu não domina o espaço urbano,
espaço esse que está representado predominantemente no canto inferior esquerdo.
5ª) Descreva como era o processo de criação de suas obras quando estava
internado no hospício:
6ª) Escolha uma das obras de Van Gogh, abaixo e faça uma releitura em seu Diário de Arte. No
verso da folha, escreva à lápis o nome da obra, o nome do autor e e a data em
que foi produzida. Pinte figura e fundo.
Para realizarmos uma releitura, partimos de uma obra original,
criando um novo trabalho, mas sem fugir do tema.
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ATIVIDADE:
FAÇA MARGEM DE 1 CM À LÁPIS NA FOLHA DO CADERNO DE DESENHO.
O DESENHO DEVE SER FEITO À LAPIS.
PINTAR FIGURA E FUNDO.
COPIAR O ENUNCIADO DA ATIVIDADE À LÁPIS E A DATA NO VERSO DO DESENHO (No verso da folha, escreva à lápis o nome da obra, o nome do autor e e a
data em que foi produzida).
FOTOGRAFAR E ENVIAR PARA A PROFESSORA VIA EMAIL, WHATSAPP OU FACEBOOK.











Nenhum comentário:
Postar um comentário